Agridoce

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SINOPSE

Charlie tem vinte e três anos, é solteira e é a nova assistente de publicidade da editora independente londrina Winden & Shane. Richard Aveling tem cinquenta e seis anos, é casado e o autor que definiu a sua geração.
Charlie há muito que idolatra o charmoso e ilustre escritor, que representa também uma ligação à sua falecida mãe, apaixonada pela obra dele. Mas quando embarcam num caso ilícito que os consome, Charlie vê-se obrigada a esconder a relação de todos os que lhe são queridos.
E quando o sucesso do último livro de Richard o lança para um novo patamar de fama, onde todo o anonimato se perde, ela percebe que pode estar a envolver-se demasiado...
O livro de estreia inebriante e incisivo de que todos estão a falar!

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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Muito bom
A.R. | 2025-08-28
Um romance passado no mundo dos livros, entre editores e autores, onde podemos surpreender temas como as relações de poder (quer no mundo laboral, quer no plano amoroso), depressão, superação e a importância da amizade e da família. Lê-se com rapidez, curiosidade e muito agrado. Gostei bastante!
Excelente estreia literária
Andreia Machado | 2025-08-27
"A tristeza era uma emoção da qual não conseguia escapar." Em "Agridoce", vamos conhecer Charlie e a sua história, narrada por ela própria. Acompanhamos essencialmente o período em que se vê envolvida numa relação nada saudável com um escritor mais velho, famoso, por quem tem um fascínio enorme desde criança. Importa salientar que Charlie é uma jovem despedaçada, solitária e que se sente num vazio enorme desde que perdeu a mãe aos 16 anos. A sua carência de afeto e o facto de Richard ser uma figura de reverência para ela vão levá-la a mascarar uma relação claramente manipulada pela outra parte como um amor ao qual, mesmo sabendo e deixando sempre claro ao longo da narrativa que irá acabar um dia, a faz viver quase em exclusivo para essa ligação obsessiva, relegando amizades, família e o trabalho que tanto ama. No fundo, ela sabe que não há futuro, mas mantém sempre a esperança de que as coisas sejam diferentes. E nós, leitores, ficamos irritados e angustiados com ela e com as decisões que toma, apetece-nos abaná-la e dar-lhe dois safanões. Richard é o clichê do homem mais velho, consciente do seu talento, snob e profundamente egoísta e narcisista, que evidentemente usa o seu poder sobre Charlie. Eu senti que ele gostava dela, mas nunca foi justo ou sequer decente com as atitudes que teve ao longo da história. Foi sempre levado “ao colo” por todos os que o rodeavam, sempre protegido, sempre elevado, dando-nos, leitores, a perspetiva de como funciona o meio literário e como é tão diferente para homens famosos como ele e para as mulheres, que são sempre subjugadas, prejudicadas e têm muito mais dificuldade em progredir, ter uma carreira, serem ouvidas. Gostei muito da crítica implícita ao papel da mulher, em específico neste meio. Também foi muito interessante saber alguns detalhes sobre a edição literária em Inglaterra. Consegui criar muita empatia com Charlie, mas acho que nem toda a gente conseguirá. Considero que é sempre um exercício complicado entender uma pessoa profundamente deprimida, que vive anos numa tristeza sombria, que não tem autoestima ou amor-próprio suficientes para sair do buraco. Este livro é, sobretudo, sobre isso: emoções complexas, relações amorosas, familiares e de amizade, sobre os laços que criamos e que nos salvam quando não vemos luz nenhuma. E é sobre um amor agridoce, porque, como diz Charlie: "Apesar de ter sido terrível, também foi, ocasionalmente, mágico. Uma experiência transformadora com que nunca sonhei sequer." Um livro para quem gosta de ler sobre a complexidade humana, sobre pessoas, relações e sentimentos. Não é, de todo, para quem gosta de grandes intrigas e reviravoltas. Aqui é só a vida a acontecer, e eu tenho vindo a descobrir que este é o tipo de história de que mais gosto de ler. Considero que a autora foi exímia na forma como explorou esta relação, muito bem escrita e desenvolvida, o tom da narração é sempre melancólico e sombrio, tal como a alma da Charlie, achei perfeito. Foi uma excelente surpresa, e acho que é uma maravilhosa estreia.

DETALHES DO PRODUTO

Agridoce
de Hattie Williams
ISBN: 978-989-789-212-7
Edição/reimpressão: 08-2025
Editor: Singular
Código: 05585
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 27 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 356
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Romance
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

sobre Hattie Williams

Hattie Williams deixou os estudos na adolescência para seguir uma carreira como música. Fez digressões extensas pela Europa, gravou três álbuns e trabalhou como compositora, com as suas faixas a aparecerem regularmente na televisão e em serviços de streaming em todo o mundo. Com pouco mais de 20 anos, foi parar ao setor editorial por acaso, e um trabalho temporário transformou-se numa carreira de 12 anos em que trabalhou com alguns dos maiores autores do mundo. Passa o máximo de tempo possível na Islândia e organiza e produz o Festival Literário Iceland Noir, que se realiza em Reiquiavique, todos os anos em novembro.


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